sábado, 11 de setembro de 2021

Final de um ciclo: 2 anos de Etec Cepam


Esta semana marcou a finalização de mais um ciclo de 2 anos na Etec Cepam. Como disse a colegas e estudantes, me senti em final de temporada, rs. 


E, nesta segunda temporada, novamente aprendi muito e conheci pessoas incríveis, com as quais pude compartilhar cotidianamente dessa aventura do pensamento que é o ofício docente. 


Os últimos dias foram intensos. Ponderei muito sobre a importância da educação em minha vida e na vida de estudantes com quem convivi em aulas semanais nos últimos dois anos. Acompanhei algumas turmas desde o início do ensino médio até agora no terceirão, com estudantes prestes a se formar, terminando TCCs, gradativamente a construir o sonho do ensino superior e imaginando seu futuro profissional. Uma peculiaridade foram as turmas que iniciaram o 1º ano agora na pandemia, entre telas. Cada dia de aula era sempre único diante do desafio que, estudantes e professoras(es), tínhamos em comum, de lidar com toda aquela dinâmica da ambiência online sem termos tido um contato presencial anterior a tudo isso. Aprendi muito, muito mesmo com essa experiência...



A supervisão de uma pré-iniciação científica, junto com a Valéria Cazetta e tendo três estudantes como bolsistas do CNPq (Anna Julia, Beatris e Livia), foi sem dúvida um dos marcos desse período. Aprendi muito com essa experiência. Foi muito bonito acompanhar a transformação paulatina e significativa na vida das estudantes (e também na minha) durante esse processo. Acompanhar periodicamente suas pesquisas, perceber mudanças no modo de escrever, de apresentar suas ideias nas reuniões, nos debates, nas trocas. Muito bom. 



E articulada a essa experiência, ocorreu uma outra, a participação no evento “O Ambiente Escolar em Transformação” que teve a Valéria como uma das organizadoras pelo IEA-USP. Além das pesquisas da pré-IC, Anna e Beatris participaram de uma mesa de debates que mediei, e, para a qual, nos preparamos por alguns meses, num processo intenso de diálogo e escrita. Muito feliz pela oportunidade de ter vivido isso - https://youtu.be/JdCjDVOpHUo





A Semana Paulo Freire, em maio, foi um outro marco dessa “segunda temporada”. Foi intensa e bonita a maneira como a gente foi construindo o evento, dialogando, planejando, dividindo o trabalho em equipes, convidando pessoas queridas para compor os debates... foi muito bacana, inesquecível! (spf.gestaopublica.etc.br). 


E tudo isso nesse contexto difícil de pandemia, crise política, desemprego... 




Assim foram esses dois anos. As aulas entre o final de 2019 e o começo de 2020 foram presenciais, mas depois tivemos que lidar cotidianamente com essa ambiência entre telas. Inclusive, ao selecionar fotos para compor essa postagem, notei que, desta temporada, tenho poucas imagens arquivadas. Em outro momento, presencialmente na escola, fazíamos mais fotos. Dessa vez restaram apenas alguns prints solitários das reuniões em plataformas de videoconferência, além de uma ou outra foto que postei no instagram nas andanças do início de 2020 na Usp, a caminho das aulas.




Deste modo vivi esse ciclo, entre aulas diárias, reuniões, conversas, sistemas, plataformas, pdfs, links, agendas, grupos e mais grupos de whatsapp, e-mails... entre uma e outra live, um e outro encontro, tentando articular o que nos era possível de debates e diálogo para lidar com esse período remoto. 


Preciso dizer, é uma pena que os contratos de professores/as cada vez mais funcionem nessa lógica de contratos temporários... essa é uma parte triste de tudo isso que vivi. Não apenas eu, mas tantos outros/as colegas, excelentes professores/as também passam continuamente por essa interrupção. Descontinuidades que ocorrem tendo em vista esse tipo de contratação, por tempo determinado, amplamente utilizado na educação de modo geral... 


De todo modo, levo comigo todas essas experiências e fico feliz por ter compartilhado inúmeras delas com as/os colegas professoras/es e de ter participado desse período da formação de tantos jovens estudantes, por quem torço muito para que conquistem seus objetivos e sonhos. Foram dois anos de muito crescimento e aprendizado, dos quais sentirei saudades. 


.


segunda-feira, 16 de agosto de 2021

O Ambiente Escolar em Transformação

 


O Ambiente Escolar em Transformação

Participei da Mesa 1: A escola antes, durante e depois da pandemia: reflexões de profissionais e estudantes da educação básica

O objetivo deste evento é reunir pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento – educação, psicologia, psicanálise, medicina, geografia, arquitetura – profissionais e estudantes da educação básica, para refletir sobre a escola como ambiente destinado à formação das novas gerações na contemporaneidade. A partir de uma perspectiva interdisciplinar, pretende-se considerar os diferentes sentidos do termo ambiente, não apenas o ambiente natural e as condições do espaço físico ocupado pela escola, mas também a configuração social, histórica, política, tecnológica e ainda as relações afetivas que envolvem as crianças e os adolescentes em seu processo de escolarização.





terça-feira, 6 de julho de 2021

Texto publicado: O dia que o audiovisual invadiu a aula de geografia e (des)norteou o cinema

 

 

O dia que o audiovisual invadiu a aula de geografia e (des)norteou o cinema

 Resumo

Nosso intuito, neste texto, é apresentar os resultados de um estudo realizado pela Rede internacional de pesquisas “Imagens, geografias e educação” acerca de como professoras/es de geografia relacionam cinema e práticas docentes. Valemo-nos de parte das respostas desse estudo para ponderar como materiais cinematográficos e audiovisuais são empregados nas ambiências escolares. Relacionamos tais ponderações com macrodiretrizes do setor audiovisual brasileiro e observações acerca do uso corriqueiro do audiovisual em nossas vidas na contemporaneidade. Nossa hipótese de trabalho é que o encontro entre geografia, cinema, audiovisual e educação acontece numa fronteira tênue, especialmente no contexto da sociedade educativa – epicentro de um modo de vida alicerçado no aprendizado vitalício, que tem nos materiais audiovisuais uma de suas grafias fulcrais. Para esquadrinhar essa hipótese, articulamos quatro peças discursivas por meio de uma análise micropolítica, e, concluímos que, a partir do referido encontro, haveria algo de paradoxal em torno do que viria a ser o sentido e o não-sentido na educação geográfica. O sentido costuma ser entabulado, na esteira das pedagogias construtivistas, à axiomática de que, para aprender, é condição sine qua non, despertar o interesse dos estudantes para algo ou alguma coisa. O não-sentido seria o oposto disso, ou seja, acontecimentos rotineiros que, ao atravessarem e modificarem as dinâmicas do tecido social, adentrariam as aulas de geografia, embaralhando as fronteiras entre o cinema e o audiovisual.

DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v23i2.8661484

Palavras-chave: Educação, Cinema, Audiovisual, Ensino de geografia, Mudança social e educação

 PDF com o texto completo: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8661484/26706

 **

Sobre as autoras
 

Valéria Cazetta
Geógrafa, mestre e Doutora pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Rio Claro, SP, Brasil. Atualmente é professora na Licenciatura em Ciências da Natureza, no Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política e líder do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Culturas Visuais - Miragem - da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.
 

Ingrid Rodrigues Gonçalves
Bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades e mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação e pesquisadora do Miragem - Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Culturas Visuais - da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Atualmente é docente no Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, São Paulo, SP. Brasil.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Essay: The pixel fever (Ensaio: A febre do pixel)



ABSTRACT
In the cinematographic industry, the standard media formats changed from film to digital formats, but these changes are not located only in art territories. Nowadays, digitalization processes are increasingly part of our daily practices. We constantly need to deal with a large range of commonplace situations that demands us to be connected with softwares applications, implying that we produce and share a considerable amount of sounds and images. For some of us, especially the younger ones, born in the 2000s, used to dealing with gadgets since the early age, mechanical and analog processes may seem to be part of a very different world. The purpose of this essay is to discuss what we are calling “the pixel fever”, this contemporary movement of our lives that merges our organic life with our digital trajectories, considering that to produce and discard digital data is already part of the routine of many of us. This essay is divided into three parts. Firstly, we aim to highlight some aspects of this entrance of digital gadgets in our lives. To do this, we start talking about the digitalization processes in the film industry focusing on the Brazilian public policy Cinema Near You, that supported this transition in movie theaters. Secondly, we move on to highlight some broader problems of this “pixel fever”: the aesthetical risk, the digitalization of jobs, and the energy consumption derived from the handling of digital materials. Finally, we conclude thinking about some parallels between these problems emphasized and our contemporary lives. With these interdisciplinary ponderations, starting by some examples from audiovisual practices, we aim to contribute to the discussions about the contemporary social changes related to digitalization processes spread in several research areas. 
Keywords: Public Policy. Digital transformation. Audiovisual. Social Change. Interdisciplinarity. 

RESUMO
O suporte padrão utilizado pela indústria cinematográfica foi alterado da película para os formatos digitais, mas essas mudanças não estão localizadas apenas em territórios artísticos. Nos dias atuais, os processos de digitalização integram, cada vez mais, nossas práticas cotidianas ao lidarmos com inúmeras situações que demandam a utilização de aplicativos. Assim, produzimos e compartilhamos a todo instante quantidades consideráveis de sons e imagens. Para alguns de nós, especialmente os mais jovens, nascidos a partir dos anos 2000 e acostumados a lidar com gadgets desde a infância, os processos mecânicos e analógicos constituem, provavelmente, um meio bem diferente. O objetivo desse ensaio é, portanto, ponderar acerca do que estamos chamando de “a febre do pixel”, movimento contemporâneo no qual amalgama-se vida orgânica e trajetórias digitais, considerando que produzir e descartar dados digitais já faz parte das rotinas de muitos de nós. Dividimos esse ensaio em três partes. Na primeira abordamos alguns aspectos da entrada dos gadgets digitais em nossas vidas, tratando dos processos de digitalização na indústria cinematográfica, especialmente a política pública brasileira Cinema Perto de Você, que auxiliou no processo de transição do analógico para o digital nas salas de cinema do Brasil. Na segunda parte, ressaltamos problemas mais amplos da febre do pixel, quais sejam, riscos estéticos, a digitalização dos empregos e o consumo de energia derivado do manuseio de materiais digitais. Finalmente, na terceira parte, traçamos paralelos entre os problemas decorrentes da febre do pixel e a vida na atualidade. Objetivamos com essas ponderações interdisciplinares, construídas a partir de práticas audiovisuais, contribuir com as discussões sobre as mudanças sociais contemporâneas relacionadas aos processos de digitalização propagados em diferentes áreas de pesquisa. 
Palavras-chave: Políticas Públicas. Transformação digital. Audiovisual. Mudança Social. Interdisciplinaridade. 


About the authors (sobre as autoras)

Ingrid Rodrigues Gonçalves
Bachelor's degree in Public Policy Management from the School of Arts, Sciences and Humanities and Master's degree in Education from the Postgraduate Program in Education and researcher of Miragem - Interdisciplinary Research Group on Visual Cultures - of the University of São Paulo, São Paulo, SP, Brazil. She is currently a teacher at The Municipal Administration Study and Research Centre of the Paula Souza State Centre for Technological Education, São Paulo, SP, Brazil. Brazil.

Bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades e mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação e pesquisadora do Miragem - Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Culturas Visuais - da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Atualmente é docente no Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, São Paulo, SP. Brasil.



Valéria Cazetta
Geographer, Master and PhD from the Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Rio Claro, SP, Brazil. She is currently a professor in the Licenciatura em Ciências da Natureza, in the Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política and leader of the Interdisciplinary Research Group on Visual Cultures - Miragem - of the School of Arts, Sciences and Humanities of the University of São Paulo, São Paulo, SP, Brazil. 

Geógrafa, mestre e Doutora pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Rio Claro, SP, Brasil. Atualmente é professora na Licenciatura em Ciências da Natureza, no Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política e líder do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Culturas Visuais - Miragem - da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.


GONÇALVES, Ingrid Rodrigues; CAZETTA, Valéria. The Pixel Fever. Management & Public Policies Journal, [S. l.], v. 10, n. 1, p. 104-116, 2020. DOI: 10.11606/rgpp.v10i1.176273. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/176273. Acesso em: 15 apr. 2021.





***

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Parabéns, Igor Gabriel!

 


O dia 26 de novembro carrega um significado muito especial desde o ano de 1997! Motivo: é o aniversário do meu irmão Igor Gabriel Rodrigues Gonçalves!

Essa foto, feita no final do ano de 2016, registra um momento curioso, pois eu estava finalizando a graduação e ele estava prestes a ingressar no ensino superior...

Quando ele nasceu eu tinha 13 anos de idade e muitas histórias para contar. Na época eu jogava basquete em categorias de base, desde os 10 anos. Um semestre depois dele nascer nos mudamos para Jundiaí. Eu fui primeiro, fiz alguns testes e passei no processo de ingresso do time da cidade. Passei alguns anos jogando basquete nesse time. Mas, antes disso, morei por um semestre em Curitiba, para onde fui especialmente para ajudar nos cuidados de meu irmão recém chegado ao mundo. Naquela época nossos pais estavam trabalhando no Paraná e eu morava em São Paulo com meus avós.

Quando o Igor nasceu, todos os planos foram redirecionados. Pausei por um tempo a trajetória "basquetebolística" e rumei para a capital paranaense para auxiliar nos cuidados dele. Minha mãe sempre lembra saudosa daquela época quando revisita os álbuns fotográficos montados por ela ao longo dos anos com fotos nossas. 

Adoro quando ela abre esses álbuns e me manda fotos via mensagens de whatsapp. Muitas vezes estou submersa em meio ao turbilhão da correria cotidiana e chega uma foto dessas nas mensagens que ela envia. Curioso isso, pois nossos pais sempre gostaram de fotografia. Nosso pai de tirar fotos e de ler sobre a história da fotografia. Nossa mãe, além disso, sempre gostou de montar álbuns fotográficos, principalmente quando o suporte padrão fotográfico era a película. Havia todo um ritual envolvido no processo de levar os negativos para revelar, sentar à mesa, escolher as fotos que "valiam" e aquelas que não tinham ficado tão boas assim. Com essas últimas ocorria um outro processo também divertido, pois ou ficávamos tentando entender o que havia dado "errado" no tal clique ou caíamos no riso, de modo que essas fotos "erradas" acabavam sendo as mais "certas" de todo o processo, rs. Observando e vivendo essa paixão deles pelas imagens, desde muito cedo me interessei por fotografia e também por cinema. E o Igor, percebo, também gosta bastante desse universo imagético/audiovisual.

O nome dele, pelo que lembro, foi escolhido por nossa mãe e por mim. Igor foi uma sugestão minha. Ela, que sempre foi muito religiosa, queria um nome bíblico para o rebento. Daí "Gabriel", o nome de um anjo para simbolizar a alegria que seu nascimento significava para ela.

Muitas mudanças aconteceram ao longo dos anos em nossas vidas. Por diversos motivos, dentre eles alguns probleminhas que tive nos dois joelhos decorrentes do basquete, ao completar 17 anos decidi que ao invés de seguir com o esporte, concentraria meus esforços nos estudos. Cursei Comunicação Social por um tempo, mas não finalizei o curso... A vida deu muitas e muitas e muitas voltas. Nunca parei de estudar, mas acabei retomando os estudos acadêmicos em 2012 ao ingressar no bacharelado em Gestão de Políticas Públicas na EACH-USP. 

Foi uma alegria imensa quando soube que o Igor tinha passado no vestibular e iria ingressar no curso de Geografia da FFLCH-USP. Eu estava toda "irmã coruja"... Foi justamente aí, nesse momento que circunda o registro dessa foto. 

Parabéns, Igor Gabriel! Muitas alegrias! Muitos e muitos anos de vida! 

De sua irmã, 

Ingrid.



segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Ensaio publicado - Revista Gestão & Políticas Públicas (USP)

 


Ensaio publicado na Revista Gestão & Políticas Públicas: 

"Notas Sobre Interdisciplinaridade, Implementação e Construção de Problemas em Políticas Públicas"  

(clique aqui para acessar o texto) 


RESUMO: Nesse  texto,  dialogamos  com  uma  questão  disparadora,  a  qual  faz  parte  do cotidiano  administrativo  de  organizações   públicas  e  privadas:  deferir  ou indeferir?  Partimos  dessa  questão  e  deslocamos  a  discussão,  para  pensar  com elementos  do  Campo  de  Públicas,  área  de  pesquisas  e  atuação  na  qual  há modos  diversos  de  pensar  o  planejamento,  a  formulação  e  a  implementação. Buscamos   indagar   como   peculiaridades,   vulnerabilidades,   convergências, divergências,  dentre  outras  características  não  elencadas  previamente  nos planejamentos,  poderiam  ser  consideradas  da  formulação  à  implementação  de políticas  públicas.  Destacamos  a  importância  da  interdisciplinaridade,  da implementação,  dos  efeitos  dos  processos  decisórios  e  das  singularidades locais  para  delinear  planos  e  problemas  em  políticas  públicas.  Nesse  texto, trazemos  notas  acerca  do  que  pensamos  tratar-se  de  um  modo  de  pensar  as políticas públicas que faz as fronteiras “dançarem”, que constrói territórios entre,  no  qual  “bailam”  estruturas  e  movimentos,  objetivos  préviose contingências,  visando  proposições  “transfronteiriças”,  afeitas  ao  bem-estar coletivo e ao respeito às diferentes dinâmicas e culturas locais. 

Palavras-Chave: Políticas Públicas; Interdisciplinaridade; Implementação; Ação Pública; Campo de Públicas.



***


GONÇALVES, I. R. Notas Sobre Interdisciplinaridade, Implementação e Construção de Problemas em Políticas Públicas. Revista Gestão & Políticas Públicas, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 1-15, 2019. DOI: 10.11606/rgpp.v9i1.157239. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/157239. Acesso em: 19 out. 2020.




**

Imagem dessa postagem de Karolina Grabowska por Pixabay 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Texto publicado na Revista Gestão & Políticas Públicas (USP): "Educação profissional, gestão pública e meio ambiente: tópicos interdisciplinares sobre produção de energia limpa e renovável"

  Texto publicado na Revista Gestão & Políticas Públicas:

Clique aqui para acessar: 

"Educação profissional, gestão pública e meio ambiente: tópicos interdisciplinares sobre produção de energia limpa e renovável". 


Imagem 1: A Grande Onda de Kanagawa. (Hokusai, 1830).


Está no ar o número 8(1) da Revista Gestão & Políticas Públicas, organizada pelo Prof. Alessandro Silva. 😍  Participo com o texto "Educação profissional, gestão pública e meio ambiente: tópicos interdisciplinares sobre produção de energia limpa e renovável". 

Link para acessar: https://www.revistas.usp.br/rgpp/issue/view/10831



Resumo: A utilização de energia hidráulica para tracionar atividades humanas não é um assunto do contemporâneo. Os primeiros moinhos movidos a água, datam do século II a.C. Nos dias de hoje, o aproveitamento da energia das águas é buscado visando produzir energia elétrica. Trataremos aqui de duas maneiras de produzir energias limpas e renováveis por meio dos oceanos: maremotriz e ondomotriz. Nosso objetivo geral é abordar tópicos interdisciplinares dessas fontes energéticas. Esse trabalho foi produzido no contexto de um grupo de trabalho visando cumprir uma atividade solicitada pelo Curso de Formação Pedagógica Para Educação Profissional De Nível Médio, do Centro Paula Souza. Organizamos nas referências, todos os materiais consultados. Apresentamos a construção inicial de uma personagem denominada Ondinha, que pode vir a compor atividades em sala de aula produzidas por outros professores e professoras. Assim, pensamos ser possível amplificar as discussões aqui apresentadas para explanações acerca de componentes curriculares variados, relacionadas, por exemplo, às políticas públicas, legislação, sustentabilidade, meio ambiente, etc. Pensamos que tal proposta também pode vir a ser utilizada em cursos de graduação, tendo em vista a importância e a amplitude das discussões que esse tema pode propiciar. Por isso, esperamos que as discussões aqui empreendidas não se encerrem nessas linhas, mas, que a partir delas, multipliquem-se.

Palavras-chave: Interdisciplinaridade, Educação, Políticas Públicas, Energia Maremotriz, Energia Ondomotriz, Meio Ambiente.


*-*-*-*-*

Para saber mais sobre as energias Maremotriz e Ondomotriz, veja esse vídeo de 4 minutos




Para acessar o texto completo:

 https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/157398/163432



*

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Participação no debate Fotografação: suas políticas e poéticas

 Hoje participei como mediadora do debate Fotografação: suas políticas e poéticas! 

*

A gravação do debate está disponível no YOUTUBE e também no FACEBOOK!


Mais informações:

Programação: Lauro Escorel (cineasta, diretor do filme Fotografação); Valéria Cazetta (pesquisadora e professora da EACH-USP); Fabiana de Amorim Marcello (pesquisadora e professora da FACED-UFRGS); Mediação - Ingrid Rodrigues Gonçalves (professora da ETEC Cepam)


Texto usado para divulgação nas redes sociais, com os links diretos para acessar a gravação no youtube e facebook:


Como podemos pensar conexões entre educação, cinema e audiovisual na atualidade?🤔 Assista a esse debate imperdível!! 😍  Fotografação: suas políticas e poéticas. 15/09, às 19h. 

Ao vivo nas redes sociais da ETEC Cepam!

😎Mais informações: bit.ly/debatefotografacao

Acesse a transmissão ao vivo nas redes sociais da ETEC Cepam:

Youtube: https://youtu.be/AN5G7xlR700

Facebook: http://facebook.com/EtecCepam/posts/3446387235444202

LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/eteccepam

#debatefotografacao #EtecCepam



*




sexta-feira, 3 de julho de 2020

Vó Luzia


Hoje minha avó Luzia se foi. Uma mulher de fé. A última de meus avós.

Vó Luzia. Era assim que eu a chamava. Por um tempo apenas eu a chamei assim. Todos da família sempre a chamaram de "Mamãe". Uma alcunha que sempre indicou amor e zelo. E também o quanto todos a respeitam e admiram. Alguns anos depois, meu irmão, que nasceu quando eu tinha 13 anos, também adotou esse jeito de chamar pela avó...

Ainda quando criança, eu disse a ela: "Vó, não consigo te chamar de Mamãe... você é minha avó, gosto de te chamar assim... minha vó Luzia..." Após dizer isso e obter a aprovação da matriarca, segui chamando-a assim. Sempre que nos falávamos isso era pauta da conversa por alguns minutos...

Ela morava em Minas Gerais, onde reside parte de minha família. Amada e respeitada por todos nós. Está sendo bem difícil digerir essa notícia...

Sempre digo que quando as pessoas queridas se vão elas permanecem vivas em nossas memórias, e, naquilo que restou em nós das intensidades que compartilhamos com elas. Para mim, minha vó Luzia permanece viva nessas intensidades, nessas lembranças e nas recordações dessas miudezas de vida que agora pulsam tal como fagulhas e flashes... tal como um filme...

Hoje, esse filme está passando bem à minha frente, repetidas vezes... flashes de retina, imagens em movimento e a movimentar essas lembranças que mantém minha avó viva em mim...




...

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

delicadeza



Dia 28 de janeiro de 2020

“Acabo de enviar a dissertação para a gráfica! Um misto de euforia e alívio...”

Minutos atrás, escrevi isso para uma amiga, e, não bastasse ter passado por um período intenso de escrita nos últimos meses, cá estou, novamente, a desaguar algo dos vórtices turbilhonados do pensar, nessas linhas.

Sempre tento imaginar como serão aqueles dias que planejamos e para os quais dedicamos considerável fatia de nossos esforços vitais. Quando eles chegam, geralmente fico a pensar nessa delicadeza da vida: dias comuns, repletos das cotidianidades dos dias precedentes, e, quiçá, dos subsequentes...

No dia 30 de janeiro de 2017 realizei a matrícula para o Mestrado em Educação da USP, na área de concentração Educação e Ciências Sociais: Desigualdades e Diferenças. Nesse dia, fiquei imaginando como seria o dia 30 de janeiro de 2020, data tão enfatizada pelo Janus, sistema da USP que organiza os prazos dos alunos de pós-graduação, pois essa, é a data limite para a entrega de minha dissertação. 


Esse dia ainda não chegou (está quase...), mas já me sinto a respirar sua ambiência após clicar no botão “send” do e-mail e encaminhar o pdf final para impressão...

Tenho muito a agradecer a todas as pessoas que colaboraram com o processo de composição dessa pesquisa... são aproximadamente quatro anos de muito trabalho, condensados nessas páginas.

Por isso, resfolego o ar desse misto de sensações, mesmo sabendo que, de certo modo, cada rastro ali grafado apenas compõe uma tentativa, de modo que faço minhas, essas palavras de Clarice Lispector: 


In: LISPECTOR, Clarice. Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010, p. 17.



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Texto publicado: Diálogos com a chama viva dos arquivos mortos


Acaba de ser publicado o ebook "Arquivos, memórias sensíveis e educação". Uma coletânea de trabalhos apresentados no III Simpósio Arquivos & Educação, realizado no IEB-USP em 2018.



"Este livro, que agora vem a público, colige a coletânea de trabalhos apresentados no III Simpósio Temático Arquivos e Educação, realizado no Instituto de Estudos Brasileiros, nos dias 8 e 9 de novembro de 2018, tendo por título “Arquivos, Memórias sensíveis e Educação”. O evento foi promovido pelo Grupo de Pesquisa q Arquivos, CNP Educação e Práticas de Memória: diálogos transversais, coordenado pelas professoras Adriana Carvalho Koyama (Faculdade de Educação/Unicamp) e Ivana Denise Parrela (Escola de Ciência da Informação/UFMG), que assinam juntas a organização deste volume, e contou com parceria do Educativo do IEB." 
(TRECHO DA APRESENTAÇÃO)

***

Colaborei com um dos textos do livro, intitulado Diálogos com a chama viva dos arquivos mortos.


Acesso via QR code, ou pelo link: https://drive.google.com/file/d/1umcB5SlQjWEKi7k8vQGYFH5v-2VcB3X-/view





RESUMO
O termo arquivo morto sobreleva uma (in)congruente e (in)coerente beleza, pois resiste aos manejos e riscos dos tempos, a ponto de compor com alguém linhas vitais.Trata-se, de certo modo, de um sobrevivente. O encontro com arquivos deste tipo pode abrir múltiplos caminhos composicionais, por meio dos quais pensamos, aprendemos e forjamos nossas existências. Este texto indaga tais movimentações com apoio nos filmes Santiago, de João Moreira Salles (2007), e Por Parte de Pai, de Guiomar Ramos (2018). Pensamos com os vários encontros que pulsam: a justaposição entre o gesto de produzir seus arquivos de vida e com eles conviver, encarnada por Santiago, entrevistado retratado por João Moreira Salles, e o encontro posterior do cineasta com esses arquivos e o material bruto do filme, os quais, uma vez revolvidos, mobilizaram a composição de uma existência outra, completamente diferente daquela planificada em roteiro anos antes. O filme de Guiomar Ramos trata dos encontros com seu pai, Vitor de Almeida Ramos, adentrando ilhas de silêncio e fazendo falar “um outro” pai – agora, nos e dos documentos –, diálogos compostos nas fricções dos encontros de diferentes pontas de tempo. Nos dois filmes, os diálogos estabelecidos têm características semelhantes. Em um primeiro momento, estabeleceu-se o que propomos chamar de “diálogos em hiato”. Em um segundo momento, os diálogos se deram de modo outro, desta vez, em delay, via arquivos, conectando forças não previstas de antemão. Ambos, cada um a seu modo, produziram baralhamentos de tempos e rumos da mais bela força vital – chamas de vidas a fazer arder arquivos vivos e mortos e, em seus rastros, chamuscar outras coisas, outras linhas, outras vidas, quiçá.

Palavras -chave: Arquivo. Arquivo morto. Arquivo vivo. Educação. Cinema.




.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Encontro Cinema, Poética e Educação


Participei da comissão organizadora do Encontro Cinema, Poética e Educação, realizado no Auditório da Faculdade de Educação da USP, no dia 06/06/2019.

Website do evento (clique aqui)
Evento no facebook (clique aqui)

*
- Convidados: Beatriz Seigner, Eduardo Pellejero
- Mediação: Cintya Ribeiro
- Comissão organizadora: Cintya Ribeiro, Christian Guimarães Vinci, Ingrid Rodrigues Gonçalves e Lilian Silva
- Fotos: Ingrid e Igor Gabriel


.