terça-feira, 11 de julho de 2017

Labaredas




o fogo afoga
queima sem queimar a sarça 
vermelha o verde, amarelando

noutros turnos dançaria palavras cinzentas

corrida ao vento
ciranda esfumaçada
luz vibrante esboroando céu, chão, pulmão...

estatuei assistindo a sinfonia das chamas


I.


Imagem: Stephen Lack



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sábado, 22 de abril de 2017

UMA DANÇA DOS CORPOS FÍLMICOS






Publicado no dossiê EDUCAÇÃO, VISUALIDADES E ESPACIALIDADES NO CONTEMPORÂNEO da Revista ETD - Educação Temática Digital. v. 18, n. 4 (2016).


UMA DANÇA DOS CORPOS FÍLMICOS (clique aqui para acessar o texto)
Ingrid Rodrigues Gonçalves


Para saber mais sobre o dossiê e os autores, acesse:   http://miragemcveg.blogspot.com.br/2016/11/educacao-visualidades-e-espacialidades.html





UMA DANÇA DOS CORPOS FÍLMICOS (clique aqui para acessar o texto)
Ingrid Rodrigues Gonçalves

Resumo



Este ensaio visa tecer linhas transversalmente, com uma perspectiva pós-estruturalista. Evocamos como intercessores, pensadores como Gilles Deleuze, Giorgio Agamben, Ana Francisca de Azevedo; cineastas, técnicos e projecionistas, tendo nestes últimos, um estudo de caso que enlaça nossas ponderações, produzindo espécie de falcaça nos fios que puxamos. Desenvolvemos uma reflexão sobre os corpos como suportes e sobre os suportes como corpos. Levamos em conta que: os movimentos de nosso pensamento, podem atuar de modo semelhante aos projetores cinematográficos, dispondo imagens no tempo, nas "telas" de nossas vidas; há um processo em curso de substituição do suporte padrão cinematográfico, do filme fotoquímico para os pixels; películas e seus agenciamentos estão sendo substituídos pelo cinema digital, que demanda e produz corpos com outras trajetórias, singrando novos campos de possíveis no que tange às produções audiovisuais, pois as imagens digitais por se tratarem de pontos fotográficos binários podem ser copiadas e modificadas “ad infinitum”, descerrando possibilidades estéticas; por sua volta, experimentações dos modos de fazer relacionados à película constituem-se como experiências singulares, que percorrem outras linhas. Esta é uma discussão de vulto na contemporaneidade, tendo em vista que a transição tecnológica tem desterritorializado os saberes relacionados ao fazeres cinematográficos com película fotoquímica e, noutro turno, que nossas relações interpessoais têm sido cada vez mais mediadas por imagens-projetadas em telas e sua produção via corpos-pixel, em variados dispositivos.





terça-feira, 22 de março de 2016

Banca Pública TCC Ingrid






Dia 18 de março de 2016, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP), aconteceu a banca pública do meu Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Bacharelado em Gestão de Políticas Públicas. O trabalho é composto por textos, vídeos, fotografias e pelo website balemecatronico.com.br, que conecta os materiais e experiências da pesquisa.





Título do trabalho: 
Micropolíticas contemporâneas do processo de digitalização do parque exibidor cinematográfico brasileiro




Para acessar os materiais da pesquisa:

VÍDEOS

TEXTOS

FOTOGRAFIAS


ÁLBUM  DA BANCA PÚBLICA 18/03/2016






Banca:
Prof. Dr. José Carlos Vaz (Orientador. EACH-USP);
Prof. Dr. Martin Jayo (EACH-USP);
Profa. Dra. Cintya Regina Ribeiro (Faculdade de Educação – USP)

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Fotografias da banca pública de Hildebrando Monteiro

São Paulo, Brasil, 2016.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Fagulhas que me atravessam: minha percepção sobre o incêndio na Cinemateca Brasileira 03/02/2016



Foto: Ingrid Gonçalves, 2015. Acervo Pessoal.


Pelas imagens do vídeo do G1, sobre o incêndio na Cinemateca, o acervo de nitratos foi comprometido, não dá para saber a proporção... Mas ali fica uma parte do acervo... Estava me lembrando que devido ao incêndio que já aconteceu quando a Cinemateca era no Ibirapuera, na Vila Clementino os nitratos foram para um galpão separado - este que foi atingido pelo incêndio noticiado hoje e do qual não temos mais informações além das poucas notícias compartilhadas por amigos na internet e pelo informe do Globocop. Este tipo de suporte fílmico é altamente inflamável, de modo que um acidente com nitratos é algo que precisa ser levado em conta ao se planejar uma política cultural audiovisual que considere a existência de acervos....  Mas porque temos nitrato se são perigosos? Este foi um suporte muito utilizado, por isso o acervo brasileiro guarda materiais desse tipo, inclusive matrizes originais de filmes... Não por sorte apenas, mas por cuidado e pelo trabalho da equipe que em grande parte, não está mais lá, o galpão foi projetado para diminuir as consequências de um provável incêndio... Não sei de tantos detalhes técnicos, porque eu trabalhava cuidando das salas de cinema, mas o que me foi explicado em algumas ocasiões, é que o teto daquele galpão foi projetado de modo que a explosão fosse direcionada para cima, minimizando a expansão do fogo para todo o acervo... independente da proporção, que ainda desconhecemos, é uma tragédia, mas poderia ter sido pior se não tivesse ocorrido um planejamento prévio que minimizasse as perdas num momento trágico como esse... infelizmente a Cinemateca foi desmantelada da maneira como a vivi... está com pouquíssimos profissionais, uma tragédia que vem sendo anunciada com todo o descaso ao acervo do audiovisual brasileiro, à preservação da história do país....

Um dos trunfos que AINDA resguarda toda essa memória é a paixão dos que AINDA trabalham na Cinemateca, sabe-se lá por quanto tempo... esse sentimento apaixonado que persiste em continuar vivo, ainda bem! E que pena que não tem sido devidamente valorizado pelo Estado Brasileiro, que ao mesmo tempo que promove políticas públicas culturais de valorização em alguns vetores, promove esta desvalorização, esse desmantelamento de uma instituição tão importante como a Cinemateca... Trabalhei na Cinemateca Brasileira entre 2009 e 2013, como gerente das salas de cinema. Existia um plano comum que cruzava toda a equipe expressos na alegria e na dedicação que todos dedicávamos ao trabalho, todo ali eram apaixonados pelo cinema brasileiro... afetos que nos moviam cotidianamente, os quais me inspiram alegria e gratidão. 

Dezenas de profissionais, com conhecimentos específicos, formados pela própria instituição foram demitidos.... tudo começou em 2013, está na internet, capítulos de um descaso nacional mal explicado... Eu estava num dos lotes inclusive...

Embora grande parte das pessoas, inclusive o apresentador da Globo, ao descrever a imagem aérea no vídeo disponível na matéria do G1, tão compartilhada hoje, conheçam apenas os espaços abertos ao público, que consistem nas salas de cinema, nas áreas externas dos jardins e no espaço para projeções ao ar livre, o trabalho da cinemateca é muito mais amplo, contempla preservação, difusão, acesso, pesquisa, catalogação, restauração, políticas públicas, etc etc.

Para além de aspectos técnicos de todas essas vertentes, há uma "ferida aberta", que se contrai e inflama quando equipamentos culturais desse porte são jogados ao descaso... é a Manutenção... Manutenção demanda recursos, não apenas recursos financeiros, mas recursos humanos, cuidado e uma equipe especializada, que perceba, que reflita... no caso de uma cinemateca não diz respeito apenas ao técnico, ao eletricista, ao pedreiro, ao técnico que faz a manutenção/ regulagem das máquinas... não é tão simples assim... é um trabalho conjunto, reflexivo e coletivo, tão importante para que toda essa "maquinaria" funcione... vital para que possamos usufruir dos sonhos que nossa tão amada “sala escura” pode friccionar... 

Alguns exemplos para refletirmos sobre a importância da Manutenção em acervos, museus, equipamentos culturais, instituições públicas, bibliotecas, cinematecas: Ora, sem ar condicionado funcionando o acervo estraga tanto quanto num incêndio, talvez mais lentamente, mas nem tanto! Se os controles de umidade não estiverem calibrados, o mesmo destino trágico! E se os equipamentos técnicos não são utilizados, porque não temos profissionais em diversos setores... também estamos rumo ao Matadouro... ao Matadouro do Matadouro! Ali era o matadouro municipal de São Paulo, a Cinemateca revitalizou aquele espaço, trouxe vida aos espíritos bovinos que por ali passaram rumo ao passamento... Revitalizou o Largo Senador Raul Cardoso.... Movimentos que colaboram inclusive para faturamentos imobiliários, tão perseguidos por este mercado numa cidade como São Paulo.... Não quero dizer que atualmente os equipamentos de ar condicionado ou de controle de umidade não estejam funcionando, afinal, a dedicação de quem ficou é imensa, mas são exemplos que me ocorrem do que pode acontecer e para pensar em todo esse complexo cenário...

Ali temos acervos de materiais fílmicos, de documentos, cartazes, equipamentos, correspondências, imagens históricas de posses de presidentes.... enfim... Essa corrida contemporânea pela digitalização não deveria esquecer completamente dos acervos... por muitos motivos... não sabemos ainda lidar completamente com a preservação de arquivos digitais pensando num longo prazo... também não digitalizaremos tudo num piscar de olhos, esse processo não é assim simples como apertar um botão de Like no facebook... diversas perspectivas deveriam ser consideradas, inclusive para que os planos de expansão do cinema brasileiro não sejam minguados.... se não temos memória, se não temos profissionais, a expansão do cinema brasileiro pode ter seu ritmo prejudicado... O próprio Plano de Diretrizes e Metas de 2013 com metas para o Audiovisual Brasileiro até 2020 expõe claramente essa fragilidade.....

Afinal, o que é cinema? É só clicar em REC, Play, Pause? É sentar munido de pipoca e refrigerante para assistir a um filme que amamos? É manusear uma película 35mm? É digitalizar e postar no youtube? Acho que podemos descartar o verbo "ser"... ao invés de pensar o que “é”, que tal considerar como o percebemos e refletir sobre o fato de que existem tantas outras percepções possíveis... cinema pode ser invenção, mercado, indústria, sonho, vida, alma, memória, documento, sortimento, requerimento, fomento, cruzamento, alento.... tudo ao mesmo tempo agora....

Portanto, acho que o resumo da ópera do que quero dizer é, que as políticas públicas culturais para o audiovisual deveriam valorizar além do tripé produção + distribuição + exibição também a preservação, a vida do filme para além da sala escura.... Claro que as conquistas de cada etapa são muito difíceis, mas precisamos levar em conta a amplitude e os tantos cruzamentos dessa complexidade, a meu ver... iluminar as sombras que emergem urgindo para que as percebamos, para que com elas dialoguemos, troquemos, trancemos, vivamos....


Enfim... são 11h da manhã, estou com o coração na mão, torcendo para que as próximas notícias confirmem que perdas de hoje tenham sido mesmo pequenas diante da preciosidade do acervo da Cinemateca Brasileira.

*

Recuerdos: 

Lembrei desse filme: NITRATO. Curta-metragem 35mm, 19min, 1974.

Sinopse:

Sobre a situação precária da Cinemateca Brasileira, cujo rico acervo de documentos e de filmes se encontra ameaçado pelo tempo devido à omissão dos governos municipais e federais ao longo de três décadas.

Espaço Documentário - Cinemateca Brasileira
https://www.youtube.com/watch?v=zedRLPrJfao

Neste link, uma explicação sobre o arquivo de nitratos para se ter uma ideia:
"Arquivo de filmes em nitrato de celulose
Situa-se num prédio independente dos outros arquivos porque abriga materiais que entram facilmente em combustão. Está dividido em quatro câmaras não climatizadas, cada uma com capacidade para mil rolos de filmes."
http://www.cinemateca.gov.br/page.php?id=61

O citado link do G1:
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/02/incendio-atinge-area-da-cinemateca-brasileira.html

Balé Mecatrônico
curta metragem que dirigi na cabine da Sala BNDES.
https://www.youtube.com/watch?v=WKNmcGVR8iE




sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

TEMPORAL [ensaios]

Duas músicas da banda Temporal estão disponível online. Foram gravadas em ensaios da banda e estão disponíveis em: http://temporalensaios.blogspot.com/


Compartilhamos aqui a alegria criativa que nos atravessou em cada gesto, em cada grito, em cada corda quebrada que pulsou e rasgou o ar e o céu. 

Faíscas que nos atravessaram... 2 sons, 2 explosões criativas gravadas ao vivo em outubro de 2012. 

Bem vindos aos ensaios do Temporal!

Ingrid Gonçalves – voz e letras / Christian Saghaard – guitarra / Rafael Moralez - bateria / Julio Barata – baixo 
Arte da capa: Rafael moralez 
São Paulo, Brasil. 2016

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Hannah Arendt


Hannah Arendt 
[filme com legendas em português]
Direção: Margarethe von Trotta 








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domingo, 13 de dezembro de 2015

Participação no IV Colóquio Internacional “A Educação pelas Imagens e suas Geografias”

Sinto-me tomada por um sentimento de profunda alegria pela participação no IV Colóquio Internacional “A Educação pelas Imagens e suas Geografias”, entre 02 e 05/12/2015, promovido pela Rede Internacional de Pesquisas “Imagens, Geografias e Educação” (Geoimagens), em parceria com a Área de Geografia da Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia.

Klênio Antônio Sousa, Profa. Dra. Flaviana Nunes, Ingrid Gonçalves, Juliana Bom-Tempo



Nesta foto, representantes do Grupo de Pesquisas Miragem (EACH/USP) e a coordenação da Rede Geoimagens. Da esquerda para a direita: Professora Gisele Girardi, Camila Medeiros, Professor Wenceslao Machado de Oliveira Junior, Débora Antunes, Professora Valeria Cazetta, Ingrid Gonçalves.


Aqui todos os participantes reunidos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Curta Metragem Balé Mecatrônico




Legendas em inglês disponíveis, basta ativar no youtube. 
English subtitles available, just turn it on at youtube.

Sinopse:

Um projecionista em sua cabine de projeção, interage com imagens, espaço, maquinário e com seu próprio corpo. A obra de arte incubada enquanto material fílmico, emerge na tela, após trafegar pela linha produtiva deste operador cinematográfico, desenrolada ao vivo no momento da projeção. A sala de cinema é o templo do projecionista! Bem vindos ao Balé Mecatrônico!

A projectionist in his projection booth, interact with images, space, machinery and with his own body. The artwork incubated as film material, emerges on the screen, after move across the production line of this operator, live unwound at the time of projection. The movie theater is the temple of the projectionist! Welcome to Ballet Mechatronic!

A film by Coletivo Balé Mecatrônico
Directed by Ingrid Gonçalves
Brasil, São Paulo.

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www.balemecatronico.com.br
www.facebook.com/balemecatronico
www.ingridgoncalves.com.br
www.miragemcveg.blogspot.com.br
www.geoimagens.net

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Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=2EqLq...

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Balé Mecatrônico (19’16’’)

Ficha Técnica:

direção, câmera, áudio e montagem: Ingrid Gonçalves
roteiro, produção e projeção: Alexandro Genaro (Sandro)
ass. direção e produção: Tamara Cleveland
ass. câmera e produção: Carmen Lucia Genaro


Realização:

Coletivo Balé Mecatrônico  e  Grupo de Pesquisa em Cultura Visual e Experimentações Geográficas - MIRAGEM (USP)

Gravado na cabine BNDES da Cinemateca Brasileira

Apoio:
Cinemateca Brasileira
Rede Internacional de Pesquisa Imagens, Geografias e Educação

Agradecimentos especiais:
Cinemateca Brasileira
Valéria Cazetta
Wenceslao Machado de Oliveira Jr


Brasil, São Paulo
maio/ 2014

simbiOlhO;(se...)





Ensaio/Experimento fotográfico publicado no site do Pólo SP/USP/Brasil da Rede Internacional de Pesquisas Imagens, Geografias e Educação.







domingo, 6 de setembro de 2015

Metropolibody



Experimento fotográfico publicado no site do Pólo SP/USP/Brasil da Rede Internacional de Pesquisas Imagens, Geografias e Educação.

Aqui: http://www.geoimagens.net/#!__sp-usp/metropolibody






quarta-feira, 8 de julho de 2015

K@LeidosKop


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CineOlhO



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